martes, junio 28, 2005

mais um tombo

Me senti enganada, trapaceada e pior, idiota. Esperar aquele cidadão que se acha o máximo simplesmente por ser gerente e depois ouvir "hoje eu não posso", me doeu a alma. Por dois motivos: pelo ego ferido, é ruim demais, cheguei me sentindo "A" representante e sai me achando um coco; e pela perda das vendas, com a compra do gerente é bem provável que eu batesse a meta de vendas do mês.
É difícil quando se toma um tombo, quando se cai. O joelho ralado, a dor muscular parece impedir de nos levantar, até por manha dá vontade de ficar ali estatelado no chão, esperando que alguém nos carregue.
O tombo doeu, mas levantei e sacodi a poeira. Pronta pra outro hoje.

kitt at 16:40

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viernes, junio 17, 2005

a ciranda da vida

Sabe quando você quer tanto uma coisa, mas tanto, mas tanto que chega ficar deprimida porque não consegue essa coisa? E sabe quando aparece uma coisa dessa coisa e imediatamente depois aparecem outras coisas igualzinhas aquelas, só porque você "não quer mais"?

ai, ai...

kitt at 19:46

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miércoles, junio 15, 2005

racionalizando, racionalizando....

Durante muito tempo se pensou que o homem sentisse amor através do coração. Era uma idéia totamente equivocada. Hoje sabemos que oos responsáveis pelos sentimentos são as glândulas e as terminações nervosas.
Quando uma pessoa pensa que está apaixonada o que acontece é que as glândulas estão produzindo uma grande quantidade de anfetamina, dopamina, noreprinefina, fenilitinamina, oxitocina, e obviamente, trigocinina. Todas esss substâncias são produzidas no sistema límbico, uma parte muito primitiva do cérebro. Biologicamente falando, nós podemos afirmar que toda aquela euforia provocada pela paixão é apenas um desequilíbrio hormonal.
Se essa sensação permanecer por muito tempo, é bom consultar um médico.

do curta-metragem "Amor!"

kitt at 15:26

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lunes, junio 13, 2005

atrasado, mas ainda em tempo...


kitt at 09:00

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miércoles, junio 01, 2005

sem teto

Eu me sinto uma sem-teto.
Sim, e antes de me impedir de vestir a camiseta, amarrar a bandeira na cabeça eu tenho uma explicação - que eu acho muito boa por sinal para isso.
Eu mudei pra Goiânia. Morar sozinha era o que eu planejava pro ano de 2005 impreterivelmente. Podia não conseguir comprar um carro, ser boazinha pro Papai Noel ou ler aquele tanto de livro proposto, mas sair da "casa da mãe" era meta primordial do ano. Não por causa da minha mãe. Por causa de mim. Tá, eu assumo, um pouco por causa da minha irmã - não agüento a bagunça que a baixinha faz. Mas eu queria um canto meu. Também não esperava que eu recebesse uma proposta tão boa tão no início do ano, fevereiro.
O ap foi alugado em março, comecei a levar minhas coisinhas em abril, e em maio, mudei definitivamente. Já ouviu falar naquela música da infância "era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada"? Pois é. Igualzinho. E não é nada engraçado, é chato, entediante e quase enlouquecedor. Eu me sinto quase num galpão. Tem um colchonete, um pc - ainda sem Internet - chuveiro e um armário na cozinha com algumas pequenas tralhas que deu pra levar, ou seja, que a mama gentilmente me cedeu.
Tem sido um aprendizado. Eu me sinto uma gorda por comer mal da rua, uma chata por muitas vezes ficar mal humorada, uma velha por ter como companhia bordados e crochês, ou uma nerd por se acabar em revistinhas de palavra cruzadas e uma quebrada por dormir tão mal. Tenho anseio de perder meu namorado porque estou longe dele, me desespero ao pensar em perder os meus amigos engolidos pela distância. O problema pior realmente está que agora também não consigo mais chamar a casa da minha mãe de "minha casa", e muito menos o que é a "minha casa", porque simplesmente aquele ambiente não é uma casa! Pode chamar do que você quiser, depósito, albergue, galpão, mas eu não me sinto numa casa!
O alívio está no simples fato de que esses sentimentos não são eternos. Semana que vem chega meu fogão, meu colchão novo, daqui alguns poucos dias a geladeira e aos poucos a cabeça vai ocupando com outras coisas. No fundo se antes eu era uma sentimentalóide bobona, agora eu sou carente. E muito. Mas são os preços das nossas escolhas, era o meu desejo, talvez eu não tenha calculado todos essas conseqüências. E também não posso negar o quanto essa mudança já me fez bem. Eu já não sou mais a mesma, meu relacionamento mudou com muita gente, e muitos me garantem ser visível de forma explícita o meu amadurecimento.
Afinal, eu agora eu sou "gente grande".

kitt at 18:44

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